Por vezes, quando estamos prestes a desistir de lutar surgem novas respostas, novos gestos, novas emoções que nos indicam que o caminho é continuar a lutar.
Todos me dizem para desistir, que não mereces a minha preocupação, o meu respeito, o meu tempo, que não mereces nem mais uma única lágrima, dizem que se me queres tens de lutar por mim e não teres-me entregue de bandeja carente por um mimo teu.
Pensei que estava errado, e que o melhor seria mesmo desistir definitivamente, já estava rendido, prostrado com os joelhos no chão a espera da coragem para seguir em frente...
De repente uma frase muda os conceitos que já tinha interiorizado, um email vago, despreocupado, tão natural como se nada tivesse acontecido mas ao mesmo tempo com a pergunta mais importante que fizemos um ao outro, vamos tentar? perguntas tu seguido de um beijo de boa noite.
Tentei confrontar-te, expliquei que mesmo depois de tudo ainda estou aqui, á tua espera, a aguardar que o teu sorriso me faça rir de novo, que o teu toque faça a magia de outros tempos que recordo com saudade e que o teu beijo me faça sonhar novamente.
Ao lê-lo levantei-me.
Pensei que nada esta perdido.
Pensei que ainda estou aqui a tua espera.
Pensei que tenho força para continuar a lutar.
Pensei que não quero que desistas de mim.
Pensei que contrariamente a tudo e a todos eu não quero desistir de ti.
Pensei também em quantas mais vezes me vais obrigar a pensar em fazê-lo.
Mas eu não quero desistir pilola.
Quero lutar por ti até ao fim.
Monday
O silêncio
Onde estás?
És o avassalador sentimento, ausente neste meu mau momento.
És a tal dos meus sonhos, a cúmplice dos meus medos medonhos.
Será este sentimento apenas um fruto da minha fértil imaginação?
Será que és a matéria eterna que procuro ou a felicidade momentânea que passou?
...procuro-te em vão
No meu pensamento não existe a tua mão a agarrar-me
Antes uma que desiste.
Onde estas tu para me dares a mão?
Quero-a no meu peito, até adormecer.
Quero uma palavra que corte este silêncio.
E se eu não te tiver nunca mais por causa dele?
Já é demais.
Não deixes que este silêncio fale mais alto que as tuas palavras.
Porque só as tuas palavras conseguem explicar o que ele não me diz.
És o avassalador sentimento, ausente neste meu mau momento.
És a tal dos meus sonhos, a cúmplice dos meus medos medonhos.
Será este sentimento apenas um fruto da minha fértil imaginação?
Será que és a matéria eterna que procuro ou a felicidade momentânea que passou?
...procuro-te em vão
No meu pensamento não existe a tua mão a agarrar-me
Antes uma que desiste.
Onde estas tu para me dares a mão?
Quero-a no meu peito, até adormecer.
Quero uma palavra que corte este silêncio.
E se eu não te tiver nunca mais por causa dele?
Já é demais.
Não deixes que este silêncio fale mais alto que as tuas palavras.
Porque só as tuas palavras conseguem explicar o que ele não me diz.
Seguir em frente.
Às vezes não sei quem sou, não é a primeira vez mas ando perdido nestas encruzilhadas que a vida me propõe abruptamente, já aprendi que há coisas que simplesmente não estão destinadas a acontecer, enquanto outras são simplesmente inevitáveis, independentemente da minha vontade de querer ou não contrariá-las porque não tenho poder sobre elas.
Quando a vida me magoa, quando me tira o chão dos pés aprendi a levantar-me e a secar as lágrimas, sou forçado a seguir em frente, sinto-me como uma folha jogada no vento à mercê das suas correntes com nada mais que uma ténue esperança de chegar a bom porto... só que não sei onde ele está.
Por vezes sigo o caminho errado, somente para me aperceber de que já não me é dada a oportunidade de trilhar o certo.
Por vezes sigo o certo a pensar que o errado éra o que me levava onde quero ir.
Seja qual for o caminho que escolhi agora o que fica para traz já não interessa, e por muito que exista em mim a vontade de mudar o passado, tal não me é permitido por isso, a muito custo aceito a única opção que a vida me ensinou a aceitar e sigo o meu caminho sem olhar para traz, não vou olhar mais para traz.
Este sou eu, estas são as minhas palavras, são parte daquilo que fui, parte daquilo que sou e necessariamente parte do que serei... sejam bem-vindos a mais um mundo de sonhos e desilusões, o meu mundo.
Termino com Meaning of life dos Offspring porque hoje não sei qual é o meu.
Quando a vida me magoa, quando me tira o chão dos pés aprendi a levantar-me e a secar as lágrimas, sou forçado a seguir em frente, sinto-me como uma folha jogada no vento à mercê das suas correntes com nada mais que uma ténue esperança de chegar a bom porto... só que não sei onde ele está.
Por vezes sigo o caminho errado, somente para me aperceber de que já não me é dada a oportunidade de trilhar o certo.
Por vezes sigo o certo a pensar que o errado éra o que me levava onde quero ir.
Seja qual for o caminho que escolhi agora o que fica para traz já não interessa, e por muito que exista em mim a vontade de mudar o passado, tal não me é permitido por isso, a muito custo aceito a única opção que a vida me ensinou a aceitar e sigo o meu caminho sem olhar para traz, não vou olhar mais para traz.
Este sou eu, estas são as minhas palavras, são parte daquilo que fui, parte daquilo que sou e necessariamente parte do que serei... sejam bem-vindos a mais um mundo de sonhos e desilusões, o meu mundo.
Termino com Meaning of life dos Offspring porque hoje não sei qual é o meu.
Não me entrego mais
Não me entrego mais..
A quem não me merece
não me respeita
não me ouve e depressa me esquece
Não me aconchego mais na tristeza
vou sorrir á vida
ao sol, á lua, ás estrelas ao mar
Vou esquecer o passado
viver o presente
feliz, contente
porque vivo
porque falo
porque ando
porque choro
porque desespero
porque amo agora mais do nunca.
O momento é importante
o futuro é incerto
tento desamarrar-me da dor
do sentimento do desamor
vivo agora com fervor
Não me vou prender ás ilusões
ao que poderia ser
amarro-me ao nada que tenho agora
sem deitar um único minuto fora
sem conseguir esquecer
uma promessa de mil beijos.
Não me prendo mais á vida
quero apenas viver!
Tudo é passageiro no mundo
os panoramas modificam-se,
em minutos, até mesmo segundos.
Não vou permitir que a luz dos meus olhos
se apague sem desfrutar a vida
Não vou permitir que as lágrimas sejam de amargura
Vou permitir-me toda a ousadia de ser como sou,
Porque nunca mais volto mudar por ninguém.
A quem não me merece
não me respeita
não me ouve e depressa me esquece
Não me aconchego mais na tristeza
vou sorrir á vida
ao sol, á lua, ás estrelas ao mar
Vou esquecer o passado
viver o presente
feliz, contente
porque vivo
porque falo
porque ando
porque choro
porque desespero
porque amo agora mais do nunca.
O momento é importante
o futuro é incerto
tento desamarrar-me da dor
do sentimento do desamor
vivo agora com fervor
Não me vou prender ás ilusões
ao que poderia ser
amarro-me ao nada que tenho agora
sem deitar um único minuto fora
sem conseguir esquecer
uma promessa de mil beijos.
Não me prendo mais á vida
quero apenas viver!
Tudo é passageiro no mundo
os panoramas modificam-se,
em minutos, até mesmo segundos.
Não vou permitir que a luz dos meus olhos
se apague sem desfrutar a vida
Não vou permitir que as lágrimas sejam de amargura
Vou permitir-me toda a ousadia de ser como sou,
Porque nunca mais volto mudar por ninguém.
Quero derreter
Depois de uma paixão que me arrasou por completo, nunca mais voltei a sentir aquele clic que tanto caracteriza o amor por alguém.
Na verdade, foi como se algo dentro de mim tivesse desaparecido para todo o sempre, acabo sempre a adorar a dita pessoa, a gostar mesmo muito dela, a preocupar-me e a querer sempre o melhor para ela, mas amor, aquele amor que nos faz delirar de manhã e sonhar a noite... nunca mais voltei a conseguir senti-lo, esta incapacidade assusta-me e tremo só de imaginar que nunca mais poderei gostar verdadeiramente de alguém... por vezes pergunto-me, será que perdi essa capacidade? será que não a perdi mas o medo de voltar a sentir-me deixado para trás, abandonado, sem chão nem tecto é tão forte que não consigo libertar-me do escudo que criei para nunca mais voltar a sentir-me usado ou traído... parece-me o mais provável...
Sei que perder e bloquear são duas coisas completamente diferentes e gosto de acreditar que a capacidade de amar é inerente ao ser, não é por nada que o ser humano é um ser social, temos a necessidade de criar laços para com os outros, de manter-los e alimentá-los, de geri-los e aprofundá-los.
Acontece que, pelo facto de ter tido uma intimidade muito profunda com uma pessoa e ela não ter correspondido da melhor forma, magoando-me, a minha reacção natural foi a auto-preservação, como tal, qualquer tipo de sentimento mais profundo esta bloqueado, qualquer acção ou reacção que me faça lembrar o que senti quando fui deixado para trás pela mulher que amava ficam retidos e isso inibe-me de sentir algo mais profundo para com outras pessoas, acabo sempre por recusar-me a deixar que esse interesse avance um pouco mais e por vezes acabo por fazer o que me fizeram a mim... já são de mais as pessoas que não consegui corresponder, já são de mais as vezes que deixei alguém para trás porque estava apaixonada por mim, já são de mais as vezes que não consegui preenche-las que não consegui fazer-las felizes... mas estupidificado continuo a não conseguir, tento mas acabo sempre por voltar sozinho para a minha gruta escura e fria... sozinho a pensar e a remoer sobre o que perdi, a remoer sobre o porquê desta recusa á entrega, quero tanto entregar-me e esquecer tudo.. quero tanto e não consigo.
Gosto de comparar o amor com uma cor: inexplicável, apenas conhecida por quem a viu.. e até os que a viram se podem esquecer dela e só a relembram quando a vêm de novo... mas só de pensar que a minha vida não vai voltar a ter cor, que tudo ficará preto e branco como é agora.. por vezes perco a vontade de continuar a tentar mas aparece sempre alguém muito especial que merece uma oportunidade, oportunidade essa que acabo sempre por desperdiçar, por perder...
Continuo a acreditar que a capacidade para amar perde-se, mas acredito também que podemos voltar a encontrá-la, mas quando e a que custo?
Tenho aprendido que tudo passa, mesmo tudo, incluindo esta perda que transformou o meu coração num bloco de gelo ou numa pedra de granito fria e dura, mas quanto tempo mais vai demorar a derreter, quantas relações ainda vou ter de perder e quantos corações vou continuar a partir por não me conseguir entregar verdadeiramente a ninguém?
Quero derreter este bloco de gelo, quero entrega-lo sem medos ou receios, quero amar da mesma maneira como me amam...
Strange infatuation seems to grace the evening tide.
I'll take it by your side.
Such imagination seems to help the feeling slide.
I'll take it by your side.
Instant correlation sucks and breeds a pack of lies.
I'll take it by your side.
Oversaturation curls the skin and tans the hide.
I'll take it by your side.
tick - tock
I'm unclean, a libertine
And every time you vent your spleen,
I seem to lose the power of speech,
Your slipping slowly from my reach.
You grow me like an evergreen,
You never see the lonely me at all
I...
Take the plan, spin it sideways.
I...
Fall.
Without you, I'm Nothing.
Without you, I'm nothing.
Without you, I'm nothing.
Take the plan, spin it sideways.
Without you, I'm nothing at all.
Na verdade, foi como se algo dentro de mim tivesse desaparecido para todo o sempre, acabo sempre a adorar a dita pessoa, a gostar mesmo muito dela, a preocupar-me e a querer sempre o melhor para ela, mas amor, aquele amor que nos faz delirar de manhã e sonhar a noite... nunca mais voltei a conseguir senti-lo, esta incapacidade assusta-me e tremo só de imaginar que nunca mais poderei gostar verdadeiramente de alguém... por vezes pergunto-me, será que perdi essa capacidade? será que não a perdi mas o medo de voltar a sentir-me deixado para trás, abandonado, sem chão nem tecto é tão forte que não consigo libertar-me do escudo que criei para nunca mais voltar a sentir-me usado ou traído... parece-me o mais provável...
Sei que perder e bloquear são duas coisas completamente diferentes e gosto de acreditar que a capacidade de amar é inerente ao ser, não é por nada que o ser humano é um ser social, temos a necessidade de criar laços para com os outros, de manter-los e alimentá-los, de geri-los e aprofundá-los.
Acontece que, pelo facto de ter tido uma intimidade muito profunda com uma pessoa e ela não ter correspondido da melhor forma, magoando-me, a minha reacção natural foi a auto-preservação, como tal, qualquer tipo de sentimento mais profundo esta bloqueado, qualquer acção ou reacção que me faça lembrar o que senti quando fui deixado para trás pela mulher que amava ficam retidos e isso inibe-me de sentir algo mais profundo para com outras pessoas, acabo sempre por recusar-me a deixar que esse interesse avance um pouco mais e por vezes acabo por fazer o que me fizeram a mim... já são de mais as pessoas que não consegui corresponder, já são de mais as vezes que deixei alguém para trás porque estava apaixonada por mim, já são de mais as vezes que não consegui preenche-las que não consegui fazer-las felizes... mas estupidificado continuo a não conseguir, tento mas acabo sempre por voltar sozinho para a minha gruta escura e fria... sozinho a pensar e a remoer sobre o que perdi, a remoer sobre o porquê desta recusa á entrega, quero tanto entregar-me e esquecer tudo.. quero tanto e não consigo.
Gosto de comparar o amor com uma cor: inexplicável, apenas conhecida por quem a viu.. e até os que a viram se podem esquecer dela e só a relembram quando a vêm de novo... mas só de pensar que a minha vida não vai voltar a ter cor, que tudo ficará preto e branco como é agora.. por vezes perco a vontade de continuar a tentar mas aparece sempre alguém muito especial que merece uma oportunidade, oportunidade essa que acabo sempre por desperdiçar, por perder...
Continuo a acreditar que a capacidade para amar perde-se, mas acredito também que podemos voltar a encontrá-la, mas quando e a que custo?
Tenho aprendido que tudo passa, mesmo tudo, incluindo esta perda que transformou o meu coração num bloco de gelo ou numa pedra de granito fria e dura, mas quanto tempo mais vai demorar a derreter, quantas relações ainda vou ter de perder e quantos corações vou continuar a partir por não me conseguir entregar verdadeiramente a ninguém?
Quero derreter este bloco de gelo, quero entrega-lo sem medos ou receios, quero amar da mesma maneira como me amam...
Strange infatuation seems to grace the evening tide.
I'll take it by your side.
Such imagination seems to help the feeling slide.
I'll take it by your side.
Instant correlation sucks and breeds a pack of lies.
I'll take it by your side.
Oversaturation curls the skin and tans the hide.
I'll take it by your side.
tick - tock
I'm unclean, a libertine
And every time you vent your spleen,
I seem to lose the power of speech,
Your slipping slowly from my reach.
You grow me like an evergreen,
You never see the lonely me at all
I...
Take the plan, spin it sideways.
I...
Fall.
Without you, I'm Nothing.
Without you, I'm nothing.
Without you, I'm nothing.
Take the plan, spin it sideways.
Without you, I'm nothing at all.
Senti necessidade de escrever ...
Ontem como seria de esperar pensei em ti, já não o visitava a algum tempo e aproveitei para comentar o teu blog.
Ao le-lo senti necessidade de escrever ... para ti.
Agarrando na ideia do teu post, e tal como já te tinha dito, não és um número ou um objecto... és uma pessoa, uma Mulher com personalidade, corpo, alma e muitos outros encantos, nunca penses o contrario linda, nem deixes que ninguem o pense de ti.
Por vezes acho difícil perceber se não somos objectos para determinadas pessoas, algo que elas podem ter ou usar quando e onde bem querem, e rejeitar quando não servimos mais para o fim a que fomos destinados.
Parece-me inevitável admitir que para muitas pessoas é apenas isso que somos, seres pre-preparados para cumprir uma função, não representamos nada, e a prova disso é que se outro la estivesse no lugar e desde que não existissem diferenças no desempenho da tal função que nos destinaram, ninguém ia sentir a nossa falta.
Fiquei contente ao saber que existe algo em que estamos em sintonia, neste momento não precisamos de uma relação, depois dos últimos acontecimentos prometemos que íamos ter calma, muita calma... mas espero que saibas que a calma é inimiga da curiosidade, da emoção, da descoberta e até mesmo da paixão.
Tal como já percebeste, eu continuo a precisar de ter alguém.. uma amiga, um apoio, uma confidente, uma amante e preciso de ter alguém para quem cozinhar :), se existisse um termo técnico eu seria um parte-time lover, mas não creio que o facto de não me querer entregar a uma relação seja sinonimo de estar a usar alguém.
Gosto de estar contigo carinho, gosto do teu olhar, do teu beijo, do teu cheiro, adoro daquele momento quando ficamos abraçados, nus, ofegantes, sem palavras e com um sorriso sincero e parvo na cara... e ao mesmo tempo tento perceber que a mítica felicidade, aquela que temos estereotipada dentro de nos, tanto é atingida com uma relação cheia de amor, como numa baseada na amizade, curiosidade e atracão... a linha que distingue uma da outra parece-me fina, cada vez mais fina.
Termino com um clássico de Portishead.
Beijo doce do teu sapo fêo.
Oh, can't anybody see,
We've got a war to fight,
Never found our way,
Regardless of what they say.
How can it feel, this wrong,
From this moment,
How can it feel, this wrong.
Storm,
In the morning light,
I feel,
No more can I say,
Frozen to myself.
I got nobody on my side,
And surely that ain't right,
Surely that ain't right.
Oh, can't anybody see,
We've got a war to fight,
Never found our way,
Regardless of what they say.
How can it feel, this wrong,
From this moment,
How can it feel, this wrong.
How can it feel this wrong,
From this moment,
How can it feel, this wrong.
Oh, can't anybody see,
We've got a war to fight,
Never found our way,
Regardless of what they say.
How can it feel, this wrong,
From this moment,
How can it feel, this wrong.
Ao le-lo senti necessidade de escrever ... para ti.
Agarrando na ideia do teu post, e tal como já te tinha dito, não és um número ou um objecto... és uma pessoa, uma Mulher com personalidade, corpo, alma e muitos outros encantos, nunca penses o contrario linda, nem deixes que ninguem o pense de ti.
Por vezes acho difícil perceber se não somos objectos para determinadas pessoas, algo que elas podem ter ou usar quando e onde bem querem, e rejeitar quando não servimos mais para o fim a que fomos destinados.
Parece-me inevitável admitir que para muitas pessoas é apenas isso que somos, seres pre-preparados para cumprir uma função, não representamos nada, e a prova disso é que se outro la estivesse no lugar e desde que não existissem diferenças no desempenho da tal função que nos destinaram, ninguém ia sentir a nossa falta.
Fiquei contente ao saber que existe algo em que estamos em sintonia, neste momento não precisamos de uma relação, depois dos últimos acontecimentos prometemos que íamos ter calma, muita calma... mas espero que saibas que a calma é inimiga da curiosidade, da emoção, da descoberta e até mesmo da paixão.
Tal como já percebeste, eu continuo a precisar de ter alguém.. uma amiga, um apoio, uma confidente, uma amante e preciso de ter alguém para quem cozinhar :), se existisse um termo técnico eu seria um parte-time lover, mas não creio que o facto de não me querer entregar a uma relação seja sinonimo de estar a usar alguém.
Gosto de estar contigo carinho, gosto do teu olhar, do teu beijo, do teu cheiro, adoro daquele momento quando ficamos abraçados, nus, ofegantes, sem palavras e com um sorriso sincero e parvo na cara... e ao mesmo tempo tento perceber que a mítica felicidade, aquela que temos estereotipada dentro de nos, tanto é atingida com uma relação cheia de amor, como numa baseada na amizade, curiosidade e atracão... a linha que distingue uma da outra parece-me fina, cada vez mais fina.
Termino com um clássico de Portishead.
Beijo doce do teu sapo fêo.
Oh, can't anybody see,
We've got a war to fight,
Never found our way,
Regardless of what they say.
How can it feel, this wrong,
From this moment,
How can it feel, this wrong.
Storm,
In the morning light,
I feel,
No more can I say,
Frozen to myself.
I got nobody on my side,
And surely that ain't right,
Surely that ain't right.
Oh, can't anybody see,
We've got a war to fight,
Never found our way,
Regardless of what they say.
How can it feel, this wrong,
From this moment,
How can it feel, this wrong.
How can it feel this wrong,
From this moment,
How can it feel, this wrong.
Oh, can't anybody see,
We've got a war to fight,
Never found our way,
Regardless of what they say.
How can it feel, this wrong,
From this moment,
How can it feel, this wrong.
Tu tens um dom
Quando te beijo as luas cobrem-me, e a suavidade das nuvens que enfeita o teu cabelo ao luar, tranquilamente funde-se na aura que me irradia nesta noite quente.
A minha boca colhe-te em perfeita sintonia e sinto que um lume de estrelas me abraça e me faz arder de desejo.
Tu tens um dom distinto carinho que torna tudo suave e doce, mas a tua suavidade faz com que eu rapidamente perca a minha geografia e com ela perco o rumo das minhas mãos que te tocam cada vais mais compenetradas no teu corpo.
Quando fechamos os olhos o conjunto de toda esta sinfonia de pequenos e suaves toques com a troca de sabores nas nossas bocas é como um voo ou um sonho... é paixão.
E o meu coração como esta ?
Sinceramente não sei...
Agora só consigo pensar em ti e em como quero tocar-te, beijar-te e amar-te.
Quero entregar o meu corpo ao teu.
A minha boca colhe-te em perfeita sintonia e sinto que um lume de estrelas me abraça e me faz arder de desejo.
Tu tens um dom distinto carinho que torna tudo suave e doce, mas a tua suavidade faz com que eu rapidamente perca a minha geografia e com ela perco o rumo das minhas mãos que te tocam cada vais mais compenetradas no teu corpo.
Quando fechamos os olhos o conjunto de toda esta sinfonia de pequenos e suaves toques com a troca de sabores nas nossas bocas é como um voo ou um sonho... é paixão.
E o meu coração como esta ?
Sinceramente não sei...
Agora só consigo pensar em ti e em como quero tocar-te, beijar-te e amar-te.
Quero entregar o meu corpo ao teu.
Sem lógica
Puxei o teclado e escrevi sem parar, o porquê ainda não sei mas procurei as respostas escondidas, talvez a escrever seja mais fácil encontrar-me. É tão difícil entender o que não se explica e apenas se vive ou se sente... não estou chateado ou triste, não estou nada, é certo que estou drogado mas o fundamental é que aqui reside um estado apático que me atormenta... pouco ou nada sinto.
Será apenas uma desculpa camuflada para eu próprio acreditar nas minhas palavras? Quanto mais escrevo menos lógica vejo em tudo, um tudo que é repleto por contextos vagos, de palavras amargas trocadas no tempo, e novamente perco-me sem saber se escrevo ou não, mas por dentro grito alto, e só eu sei como custa vedar o grito para o exterior...
Será assim tão difícil entender-me ?
Será apenas uma desculpa camuflada para eu próprio acreditar nas minhas palavras? Quanto mais escrevo menos lógica vejo em tudo, um tudo que é repleto por contextos vagos, de palavras amargas trocadas no tempo, e novamente perco-me sem saber se escrevo ou não, mas por dentro grito alto, e só eu sei como custa vedar o grito para o exterior...
Será assim tão difícil entender-me ?
Revolta silenciosa
É interessante fazer uma análise a nós proprios e vermos como estamos sempre a mudar, não só por culpa da idade mas as experiências por que passamos levam-nos a mudar de visual, de gostos, de amigos, de religião, de partido político, de namorada ... ou até mesmo de sexo.
Para cada mudança que acontece na nossa vida existe sempre um motivo que normalmente é tão forte que inconscientemente nos convence a alterarmos certos traços da nossa personalidade e consequentemente da nossa vida.
Nem todas as mudanças são para melhor e pela minha experiência nem sempre são os melhores motivos que nos levam ás melhores mudanças. Nesta altura passei por três grandes mudanças, e para todas elas devo muito tanto a pessoas que não me fizeram bem nenhum como ás que me ajudaram muito, cada uma delas desempenhou um papel muito importante na minha vida e o resultado é mais um louco idealista romântico que tem um blog.
É um facto de que aprendemos com os nossos erros, mas a meu ver aprendemos muito mais quando os erros dos outros caem sobre nós, talvez porque não fomos nós que erramos mas tivemos de sofrer com as consequências desses mesmos erros e penso que seja este o motivo que me leva a reflectir tanto sobre este tema.
Até hoje só quando meteu mulheres ao barulho é que fui capas de mudar de emprego, amigos, visual, gostos e até tornar-me mais consciente em relação as minhas atitudes e mais desperto em relação as atitudes que os outros têm comigo. Como já referi aqui anteriormente quando estamos apaixonados não conseguimos ver para além desse amor e nem temos percepção do tipo de pessoa em que nos tornamos por termos aquela relação. Usando um exemplo real de um amigo que desde que iniciou o seu ultimo romance transformou-se numa pessoa diferente, ele até pode achar que mudou para melhor mas na verdade ele limitou-se a aceitar quase todas a exigências da pessoa amada sem que ela fizesse o mesmo por ele, é certo que isso é um gesto que acontece por amor, mas isso levou a que ele deixa-se de ser o amigo que tive durante muitos e bons anos.
Nunca fui obrigado a mudar, e apesar da mudança ser sempre tardia, tudo aconteceu de forma espontânea e quase que natural. Quando não me sinto bem com alguma coisa ou com alguém, existe um dia em que atinjo o ponto de ebulição da minha tolerância e de um momento para o outro como se por impulso, surge uma revolta silenciosa dentro de mim que altera os parâmetros sobre os quais estava habituado a viver. No inicio a mudança é sempre difícil porque gosto de saber com o que posso contar e detesto situações pouco favoráveis a minha felicidade, mas com tempo, paciência e muita perseverança acabo sempre por me moldar a nova realidade, e mais tarde consigo olhar para o passado e ver como não custava assim tanto e como teria sido fácil e benéfico ter aberto os olhos mais cedo ... a tal questão de aprender mais com os erros dos outro do que com os meus também esta presente neste ponto porque se não estou bem, sei que ficar estagnado não vai melhorar nada mas o primeiro passo demora sempre muito tempo a arrancar.
O meu conselho para quem não esta bem, ou para quem não consegue ver que não o esta é sempre o mesmo, por muito que te custe... muda, independentemente de o problema ser o trabalho, o sitio onde moras ou a pessoa ke amas, muda, lembraste das outras vezes em que mudaste e do que conseguiste com essa mudança, por muito que custe a ti ou a quem esta perto de ti, muda... se não estas bem e não mudares, não vais encontrar o sitio, o emprego ou a pessoa que mereces mas mais importante que isso, muda para encontrares o teu "eu" que consegue ser verdadeiramente feliz.
... falar é facil.
Para cada mudança que acontece na nossa vida existe sempre um motivo que normalmente é tão forte que inconscientemente nos convence a alterarmos certos traços da nossa personalidade e consequentemente da nossa vida.
Nem todas as mudanças são para melhor e pela minha experiência nem sempre são os melhores motivos que nos levam ás melhores mudanças. Nesta altura passei por três grandes mudanças, e para todas elas devo muito tanto a pessoas que não me fizeram bem nenhum como ás que me ajudaram muito, cada uma delas desempenhou um papel muito importante na minha vida e o resultado é mais um louco idealista romântico que tem um blog.
É um facto de que aprendemos com os nossos erros, mas a meu ver aprendemos muito mais quando os erros dos outros caem sobre nós, talvez porque não fomos nós que erramos mas tivemos de sofrer com as consequências desses mesmos erros e penso que seja este o motivo que me leva a reflectir tanto sobre este tema.
Até hoje só quando meteu mulheres ao barulho é que fui capas de mudar de emprego, amigos, visual, gostos e até tornar-me mais consciente em relação as minhas atitudes e mais desperto em relação as atitudes que os outros têm comigo. Como já referi aqui anteriormente quando estamos apaixonados não conseguimos ver para além desse amor e nem temos percepção do tipo de pessoa em que nos tornamos por termos aquela relação. Usando um exemplo real de um amigo que desde que iniciou o seu ultimo romance transformou-se numa pessoa diferente, ele até pode achar que mudou para melhor mas na verdade ele limitou-se a aceitar quase todas a exigências da pessoa amada sem que ela fizesse o mesmo por ele, é certo que isso é um gesto que acontece por amor, mas isso levou a que ele deixa-se de ser o amigo que tive durante muitos e bons anos.
Nunca fui obrigado a mudar, e apesar da mudança ser sempre tardia, tudo aconteceu de forma espontânea e quase que natural. Quando não me sinto bem com alguma coisa ou com alguém, existe um dia em que atinjo o ponto de ebulição da minha tolerância e de um momento para o outro como se por impulso, surge uma revolta silenciosa dentro de mim que altera os parâmetros sobre os quais estava habituado a viver. No inicio a mudança é sempre difícil porque gosto de saber com o que posso contar e detesto situações pouco favoráveis a minha felicidade, mas com tempo, paciência e muita perseverança acabo sempre por me moldar a nova realidade, e mais tarde consigo olhar para o passado e ver como não custava assim tanto e como teria sido fácil e benéfico ter aberto os olhos mais cedo ... a tal questão de aprender mais com os erros dos outro do que com os meus também esta presente neste ponto porque se não estou bem, sei que ficar estagnado não vai melhorar nada mas o primeiro passo demora sempre muito tempo a arrancar.
O meu conselho para quem não esta bem, ou para quem não consegue ver que não o esta é sempre o mesmo, por muito que te custe... muda, independentemente de o problema ser o trabalho, o sitio onde moras ou a pessoa ke amas, muda, lembraste das outras vezes em que mudaste e do que conseguiste com essa mudança, por muito que custe a ti ou a quem esta perto de ti, muda... se não estas bem e não mudares, não vais encontrar o sitio, o emprego ou a pessoa que mereces mas mais importante que isso, muda para encontrares o teu "eu" que consegue ser verdadeiramente feliz.
... falar é facil.
Uma bela manhã de junho
Era mais um dia normal de trabalho, estava atrasado como de costume e á medida que me aproximava reparei numa pequena troca de olhares que se destingiu de todos os olhares que presenciavam a minha chegada. O teu foi subtil mas ficou marcado com um pequeno sorriso rasgado no rosto que fizeste questão de não esconder. Tudo em ti se destingia das outras, a roupa colorida e o cabelo ruivo molhado e apanhado despertou a minha curiosidade e com mais atenção rapidamente reparei no piercing que perfura o teu lábio fino e doce, imediatamente pensei que tínhamos de nos conhecer mas quis o destino que isso só viesse a acontecer verdadeiramente alguns meses mais tarde numa bela manhã de junho.
Eu estava a tomar o pequeno almoço quando entraste novamente na minha vida, um sorriso acompanhado com um simples bom dia, seguido de dois beijos na cara foram suficientes para despertar aquilo que tinha sentido meses antes. Muito aconteceu durante o tempo que andamos desencontrados mas o timing acabou por ficar ainda melhor, estamos os dois com o coração livre mas ferido pelos hóspedes anteriores.
Normalmente tenho sempre alguma dificuldade em que as outras pessoas me conheçam verdadeiramente, alguns dos meus gostos e hábitos não agradam ás chamadas meninas de bem, mas contigo em menos de uma hora de conversa com imperial e caracóis á mistura todas essas barreiras estavam ultrapassadas, um passado difícil e a partilha de alguns hábitos pouco saudáveis que não hesitamos em partilhar, ajudam a que vejamos o mundo de perspectivas muito semelhantes.
Adoro esta sensação de conhecer alguém e querer descobrir tudo sobre ela, e melhor que isso é ter vontade de mostrar quem sou. Na maioria das vezes que conheço alguém sinto que quando começamos a falar ela já tem uma ideia predefinida sobre mim e á medida que nos conhecemos essa ideia vai desaparecendo ou moldando-se a quem eu realmente sou, o mesmo acontece comigo, mas tento nunca criar muitas expectativas.
Quando não existem expectativas é mais fácil ficar surpreendido e é um facto de que adoro ser surpreendido.
Ás vezes fico ansioso para saber o que vai acontecer agora que a minha história se cruzou com a tua, mas sei que só o tempo pode responder á minha curiosidade.
Por favor surpreende-me...
Eu estava a tomar o pequeno almoço quando entraste novamente na minha vida, um sorriso acompanhado com um simples bom dia, seguido de dois beijos na cara foram suficientes para despertar aquilo que tinha sentido meses antes. Muito aconteceu durante o tempo que andamos desencontrados mas o timing acabou por ficar ainda melhor, estamos os dois com o coração livre mas ferido pelos hóspedes anteriores.
Normalmente tenho sempre alguma dificuldade em que as outras pessoas me conheçam verdadeiramente, alguns dos meus gostos e hábitos não agradam ás chamadas meninas de bem, mas contigo em menos de uma hora de conversa com imperial e caracóis á mistura todas essas barreiras estavam ultrapassadas, um passado difícil e a partilha de alguns hábitos pouco saudáveis que não hesitamos em partilhar, ajudam a que vejamos o mundo de perspectivas muito semelhantes.
Adoro esta sensação de conhecer alguém e querer descobrir tudo sobre ela, e melhor que isso é ter vontade de mostrar quem sou. Na maioria das vezes que conheço alguém sinto que quando começamos a falar ela já tem uma ideia predefinida sobre mim e á medida que nos conhecemos essa ideia vai desaparecendo ou moldando-se a quem eu realmente sou, o mesmo acontece comigo, mas tento nunca criar muitas expectativas.
Quando não existem expectativas é mais fácil ficar surpreendido e é um facto de que adoro ser surpreendido.
Ás vezes fico ansioso para saber o que vai acontecer agora que a minha história se cruzou com a tua, mas sei que só o tempo pode responder á minha curiosidade.
Por favor surpreende-me...
O amor
Há experiências pelas quais passamos na vida que nos marcam e mudam para sempre, uma delas é o amor.
Neste momento da minha vida o amor raramente aparece, a curiosidade, a atracão e a paixão muito quente mas muito rápida dominam por aqui... talvez porque no passado aprendi que o amor ou é para sempre ou então algum dos elementos acaba por sofrer... é verdade que dei muito mais desgostos a meninas apaixonadas do que elas a mim, mas ouve algumas que conseguiram fazer-me mesmo pensar que o fim daquela relação ia ser algo parecido com o fim do mundo.
A verdade é que não foi e acabei sempre por ficar muito melhor sem elas, muito provavelmente porque tenho uma precisão milimétrica para amar sempre as piores opções, deixando as melhores pelo caminho (ando a tentar mudar isso mas até a data não existem resultados práticos). Quando digo as melhores e as piores estou a falar das que me amavam mesmo e as que são umas cabras. Nunca fiquei chateado com nenhuma mulher que tenha deixado de gostar de mim e que mo tenha dito sinceramente e falo habitualmente com a maioria delas, mas correndo o risco de estar a ser repetitivo, algumas foram mesmo umas cabras.
Quando se ama outra pessoa por muito que ela se esteja a cagar para nos demoramos sempre algum tempo a perceber que aquela relação nem devia ter começado, mas como no inicio sentimos-nos tão bem e tão felizes ficamos num estado de hipnose nostálgica, e acreditamos que a amada vai voltar a ser perfeita como no inicio da relação.
De um momento para o outro o mesmo sentimento que te faz sorrir sem explicação, tratar os outros melhor, ficar feliz por pequenas coisas, sentires-te mais bonito... muda drasticamente a tua personalidade e deixa-te com falta de vontade de interagir socialmente, perdes o apetite, desinteresse por qualquer actividade e uma insónia constante, existe mesmo quem grite, chore ou implore por uma nova oportunidade que nem sempre devia querer ter.
Costuma-se dizer que o amor é cego quando alguém não consegue ver os defeitos da pessoa amada, na minha opinião também o é porque o enamorado não consegue ver o que existe para além desse mesmo amor ... o problema não esta em não ver que a pessoa que amamos também tem defeitos, eu tenho muitos e nunca conheci ninguém que não os tive-se, até porque na minha definição de amor esta presente que quando gostamos de alguém, gostamos pela personalidade dela, tanto da parte boa como da má. O problema começa quando chega ao ponto de não conseguirmos perceber que estávamos a viver melhor e mais tranquilamente sem a amada por perto, visto que nunca nos vai fazer verdadeiramente felizes.
A grande maioria de nós acaba por perceber passado algum tempo, outros demoram anos mas há mesmo quem nunca se liberte disso e viva com a suposta amada para toda a vida, sem nunca chegar a conhecer a sua verdadeira metade. Existe sempre quem opte por ser constantemente infiel só demonstrando ainda mais que é evidente que também se estam a enganar a eles próprios, porque por muito que também exista sempre uma questão de princípios, mesmo os mais infiéis quando estam "in love" não procuram nem querem mais ninguém.
Espero encontrar a tal que me vai fazer a cabeça para eu ir para o altar com o primeiro fato que vou usar na minha vida, que me vai acordar as cinco da manhã para dar o biberão ao bebe, aquela que me vai contar que a nossa filha já tem um namorado e finalmente a que vai escolher a cor do caixão em que vou para debaixo da terra.
Encontrar "aquela pessoa" aquela com que vais viver para sempre deve ser uma das melhores coisas que pode acontecer na vida de qualquer um, claro que existe quem discorde.
Será que algum dia a vou encontrar, será que já a encontrei mas ainda não sei que ela é a tal, ou pior e já a encontrei só que outro ficou com ela...
Mas afinal, onde andas tu ?
Neste momento da minha vida o amor raramente aparece, a curiosidade, a atracão e a paixão muito quente mas muito rápida dominam por aqui... talvez porque no passado aprendi que o amor ou é para sempre ou então algum dos elementos acaba por sofrer... é verdade que dei muito mais desgostos a meninas apaixonadas do que elas a mim, mas ouve algumas que conseguiram fazer-me mesmo pensar que o fim daquela relação ia ser algo parecido com o fim do mundo.
A verdade é que não foi e acabei sempre por ficar muito melhor sem elas, muito provavelmente porque tenho uma precisão milimétrica para amar sempre as piores opções, deixando as melhores pelo caminho (ando a tentar mudar isso mas até a data não existem resultados práticos). Quando digo as melhores e as piores estou a falar das que me amavam mesmo e as que são umas cabras. Nunca fiquei chateado com nenhuma mulher que tenha deixado de gostar de mim e que mo tenha dito sinceramente e falo habitualmente com a maioria delas, mas correndo o risco de estar a ser repetitivo, algumas foram mesmo umas cabras.
Quando se ama outra pessoa por muito que ela se esteja a cagar para nos demoramos sempre algum tempo a perceber que aquela relação nem devia ter começado, mas como no inicio sentimos-nos tão bem e tão felizes ficamos num estado de hipnose nostálgica, e acreditamos que a amada vai voltar a ser perfeita como no inicio da relação.
De um momento para o outro o mesmo sentimento que te faz sorrir sem explicação, tratar os outros melhor, ficar feliz por pequenas coisas, sentires-te mais bonito... muda drasticamente a tua personalidade e deixa-te com falta de vontade de interagir socialmente, perdes o apetite, desinteresse por qualquer actividade e uma insónia constante, existe mesmo quem grite, chore ou implore por uma nova oportunidade que nem sempre devia querer ter.
Costuma-se dizer que o amor é cego quando alguém não consegue ver os defeitos da pessoa amada, na minha opinião também o é porque o enamorado não consegue ver o que existe para além desse mesmo amor ... o problema não esta em não ver que a pessoa que amamos também tem defeitos, eu tenho muitos e nunca conheci ninguém que não os tive-se, até porque na minha definição de amor esta presente que quando gostamos de alguém, gostamos pela personalidade dela, tanto da parte boa como da má. O problema começa quando chega ao ponto de não conseguirmos perceber que estávamos a viver melhor e mais tranquilamente sem a amada por perto, visto que nunca nos vai fazer verdadeiramente felizes.
A grande maioria de nós acaba por perceber passado algum tempo, outros demoram anos mas há mesmo quem nunca se liberte disso e viva com a suposta amada para toda a vida, sem nunca chegar a conhecer a sua verdadeira metade. Existe sempre quem opte por ser constantemente infiel só demonstrando ainda mais que é evidente que também se estam a enganar a eles próprios, porque por muito que também exista sempre uma questão de princípios, mesmo os mais infiéis quando estam "in love" não procuram nem querem mais ninguém.
Espero encontrar a tal que me vai fazer a cabeça para eu ir para o altar com o primeiro fato que vou usar na minha vida, que me vai acordar as cinco da manhã para dar o biberão ao bebe, aquela que me vai contar que a nossa filha já tem um namorado e finalmente a que vai escolher a cor do caixão em que vou para debaixo da terra.
Encontrar "aquela pessoa" aquela com que vais viver para sempre deve ser uma das melhores coisas que pode acontecer na vida de qualquer um, claro que existe quem discorde.
Será que algum dia a vou encontrar, será que já a encontrei mas ainda não sei que ela é a tal, ou pior e já a encontrei só que outro ficou com ela...
Mas afinal, onde andas tu ?
A preferida
Ás vezes noto que o teu olhar não aprova as minhas aventuras, mas quero que saibas que por entre tantos devaneios existe algo que nenhuma delas consegue ver nem ter ... o meu verdadeiro eu.
Elas ficam limitadas ao corpo, aquele mesmo corpo a que resistes e rejeitas.... elas desejaram, aquele que podias ter com um simples estalar de dedos foi todo ele entregue á loucura de uma noite sem ternura ou paixão ... mas a alma essa, é só tua. Porque contigo não tenho receios nem segredos, não há subentendidos nem merdas, não consigo estar contigo e não ser "eu" e adoro sentir que também o és comigo.
Basta um olhar teu, e com uma casualidade muito sensual e só tua vez-me por dentro, muito além da carne que nada de novo te tem para dizer, e eu de espírito nú entrego-te todos os meus pensamentos, ideias, fantasias, medos ou receios ... talvez porque não haja nada a provar nem nada a esconder, tu sabes quem e o que eu realmente sou, e melhor que isso sabes como aqui cheguei.
É impossível descrever a cumplicidade que sinto quando estou contigo, por vezes leva-me a arriscar alguns piropos ou mesmo um abraço mais ternurento, alguns são dados com o coração outros talvez tenham um toque de charme mas como sinto que te sentes a vontade com isso prefiro agir por impulso e não calcular nada... o resultado vejo no fim.
Sempre me contaste os teus motivos, e tento sempre respeita-los, por vezes com uma certa ironia finjo que não vejo e arranjo sempre um sorriso amarelo para esconder o que não estou a gostar de ver, podia mandar-te aquele olhar fatal mas não o faço, por vezes doeu mas sempre aceitei as decisões que tomas-te e gosto de te respeitar da mesma maneira que o fazes comigo.
Sabes, hoje em dia ninguém, ou quase ninguém consegue ser feliz, estamos demasiado absorvidos nos nossos problemas e é difícil conseguir ver as pequenas coisas que nos rodeiam e que tornam o nosso mundo melhor e mais bonito.
Mas será que isso é motivo para se desistir de algo?
Obrigado por fazeres o meu mundo mais bonito.
Elas ficam limitadas ao corpo, aquele mesmo corpo a que resistes e rejeitas.... elas desejaram, aquele que podias ter com um simples estalar de dedos foi todo ele entregue á loucura de uma noite sem ternura ou paixão ... mas a alma essa, é só tua. Porque contigo não tenho receios nem segredos, não há subentendidos nem merdas, não consigo estar contigo e não ser "eu" e adoro sentir que também o és comigo.
Basta um olhar teu, e com uma casualidade muito sensual e só tua vez-me por dentro, muito além da carne que nada de novo te tem para dizer, e eu de espírito nú entrego-te todos os meus pensamentos, ideias, fantasias, medos ou receios ... talvez porque não haja nada a provar nem nada a esconder, tu sabes quem e o que eu realmente sou, e melhor que isso sabes como aqui cheguei.
É impossível descrever a cumplicidade que sinto quando estou contigo, por vezes leva-me a arriscar alguns piropos ou mesmo um abraço mais ternurento, alguns são dados com o coração outros talvez tenham um toque de charme mas como sinto que te sentes a vontade com isso prefiro agir por impulso e não calcular nada... o resultado vejo no fim.
Sempre me contaste os teus motivos, e tento sempre respeita-los, por vezes com uma certa ironia finjo que não vejo e arranjo sempre um sorriso amarelo para esconder o que não estou a gostar de ver, podia mandar-te aquele olhar fatal mas não o faço, por vezes doeu mas sempre aceitei as decisões que tomas-te e gosto de te respeitar da mesma maneira que o fazes comigo.
Sabes, hoje em dia ninguém, ou quase ninguém consegue ser feliz, estamos demasiado absorvidos nos nossos problemas e é difícil conseguir ver as pequenas coisas que nos rodeiam e que tornam o nosso mundo melhor e mais bonito.
Mas será que isso é motivo para se desistir de algo?
Obrigado por fazeres o meu mundo mais bonito.
Quem é louco?
Louco é ....
Aquele que ouve vozes ou tu que não ouves ninguém?
Aquele que vê coisas, ou tu que só te vês a ti mesma?
Aquele que diz o que pensa ou tu que não pensas antes de falar?
Aquele que diz ser o maior ou tu que te achas e não o dizes?
Aquele que não estabiliza o humor ou tu que o finges estável?
Aquele que cria neologismos ou tu que não sais das estereotipias?
Aquele que tem fulga de ideias ou tu que não abres mão das tuas?
Aquele que não dorme a noite ou tu que dormes durante toda a vida?
Aquele que se tenta matar ou tu que te matas todos os dias?
Enfim, quem é louco?
Eu que não me mascaro ou tu que não tiras a máscara?
Quem é louco?
Tira a máscara antes de te perguntares ...
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