Depois de uma paixão que me arrasou por completo, nunca mais voltei a sentir aquele clic que tanto caracteriza o amor por alguém.
Na verdade, foi como se algo dentro de mim tivesse desaparecido para todo o sempre, acabo sempre a adorar a dita pessoa, a gostar mesmo muito dela, a preocupar-me e a querer sempre o melhor para ela, mas amor, aquele amor que nos faz delirar de manhã e sonhar a noite... nunca mais voltei a conseguir senti-lo, esta incapacidade assusta-me e tremo só de imaginar que nunca mais poderei gostar verdadeiramente de alguém... por vezes pergunto-me, será que perdi essa capacidade? será que não a perdi mas o medo de voltar a sentir-me deixado para trás, abandonado, sem chão nem tecto é tão forte que não consigo libertar-me do escudo que criei para nunca mais voltar a sentir-me usado ou traído... parece-me o mais provável...
Sei que perder e bloquear são duas coisas completamente diferentes e gosto de acreditar que a capacidade de amar é inerente ao ser, não é por nada que o ser humano é um ser social, temos a necessidade de criar laços para com os outros, de manter-los e alimentá-los, de geri-los e aprofundá-los.
Acontece que, pelo facto de ter tido uma intimidade muito profunda com uma pessoa e ela não ter correspondido da melhor forma, magoando-me, a minha reacção natural foi a auto-preservação, como tal, qualquer tipo de sentimento mais profundo esta bloqueado, qualquer acção ou reacção que me faça lembrar o que senti quando fui deixado para trás pela mulher que amava ficam retidos e isso inibe-me de sentir algo mais profundo para com outras pessoas, acabo sempre por recusar-me a deixar que esse interesse avance um pouco mais e por vezes acabo por fazer o que me fizeram a mim... já são de mais as pessoas que não consegui corresponder, já são de mais as vezes que deixei alguém para trás porque estava apaixonada por mim, já são de mais as vezes que não consegui preenche-las que não consegui fazer-las felizes... mas estupidificado continuo a não conseguir, tento mas acabo sempre por voltar sozinho para a minha gruta escura e fria... sozinho a pensar e a remoer sobre o que perdi, a remoer sobre o porquê desta recusa á entrega, quero tanto entregar-me e esquecer tudo.. quero tanto e não consigo.
Gosto de comparar o amor com uma cor: inexplicável, apenas conhecida por quem a viu.. e até os que a viram se podem esquecer dela e só a relembram quando a vêm de novo... mas só de pensar que a minha vida não vai voltar a ter cor, que tudo ficará preto e branco como é agora.. por vezes perco a vontade de continuar a tentar mas aparece sempre alguém muito especial que merece uma oportunidade, oportunidade essa que acabo sempre por desperdiçar, por perder...
Continuo a acreditar que a capacidade para amar perde-se, mas acredito também que podemos voltar a encontrá-la, mas quando e a que custo?
Tenho aprendido que tudo passa, mesmo tudo, incluindo esta perda que transformou o meu coração num bloco de gelo ou numa pedra de granito fria e dura, mas quanto tempo mais vai demorar a derreter, quantas relações ainda vou ter de perder e quantos corações vou continuar a partir por não me conseguir entregar verdadeiramente a ninguém?
Quero derreter este bloco de gelo, quero entrega-lo sem medos ou receios, quero amar da mesma maneira como me amam...
Strange infatuation seems to grace the evening tide.
I'll take it by your side.
Such imagination seems to help the feeling slide.
I'll take it by your side.
Instant correlation sucks and breeds a pack of lies.
I'll take it by your side.
Oversaturation curls the skin and tans the hide.
I'll take it by your side.
tick - tock
I'm unclean, a libertine
And every time you vent your spleen,
I seem to lose the power of speech,
Your slipping slowly from my reach.
You grow me like an evergreen,
You never see the lonely me at all
I...
Take the plan, spin it sideways.
I...
Fall.
Without you, I'm Nothing.
Without you, I'm nothing.
Without you, I'm nothing.
Take the plan, spin it sideways.
Without you, I'm nothing at all.
Monday
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